A Polícia Civil de São Paulo instaurou um inquérito oficial para investigar um suposto esquema de desvio de dinheiro no São Paulo FC. A averiguação ocorre na capital paulista neste mês de dezembro.
O Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) conduz os trabalhos sob sigilo de Justiça. O delegado Tiago Correia lidera as diligências que envolvem dirigentes e empresários.
As autoridades apuram irregularidades graves na venda de jogadores formados nas divisões de base em Cotia. Indícios sugerem que atletas foram negociados por valores abaixo do mercado.
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O inquérito também analisa a comercialização clandestina de camarotes no estádio MorumBis para grandes eventos. Relatos apontam faturamentos paralelos que não entravam formalmente nos cofres da instituição.
Dirigentes e empresários sob suspeita
A investigação mira nomes do alto escalão e intermediários influentes no mercado da bola. O Ministério Público acompanha o caso para unificar as frentes de apuração criminal.
Douglas Schwartzman e Mara Casares pediram licença de seus cargos diretivos após a exposição do escândalo. Eles aparecem em áudios vazados que mencionam o suposto recebimento de valores indevidos.
Além disso, a polícia já obteve autorização judicial para a quebra de sigilo bancário dos principais investigados. O objetivo é rastrear o destino final de repasses que superaram os R$ 10 milhões.
A Justiça autorizou buscas específicas para coletar documentos em endereços ligados aos suspeitos do esquema. Atualmente o foco está no cruzamento de dados de contratos assinados na temporada de 2025.
Ademais os agentes buscam identificar se houve participação de empresas de fachada no fluxo monetário ilegal. Conforme indicam as provas preliminares, o esquema operava por meio de recebimento irregular de valores em negociações de atletas.
Posicionamento oficial e crise interna
O São Paulo Futebol Clube publicou uma nota afirmando que não recebeu notificação formal da polícia. O texto destaca a disposição institucional para colaborar plenamente com as autoridades.
Contudo a crise extracampo gera forte pressão política nos bastidores do clube durante o recesso. Conselheiros da oposição exigem transparência imediata sobre as contas do departamento de futebol profissional.
A arrecadação do clube com vendas de jogadores atingiu cerca de R$ 230 milhões neste ano civil. Entretanto o conselho fiscal questiona a discrepância entre as entradas registradas e as avaliações reais de mercado.
Nesse sentido a torcida organizada manifestou indignação contra a gestão atual nas redes sociais digitais. O escândalo estoura no momento em que o time planeja o elenco para 2026.
Por fim os sócios aguardam os desdobramentos judiciais que podem resultar em novas sanções administrativas severas. A Polícia Civil deve convocar os primeiros depoimentos presenciais para o início de janeiro.
Portanto o cenário financeiro do Tricolor enfrenta instabilidade severa devido ao noticiário policial recente. A diretoria busca conter os danos de imagem enquanto aguarda a citação jurídica oficial.