O Banco Central do Brasil iniciou nesta semana a fase de testes finais para a implementação do Drex, a versão digital do Real. Após superar desafios técnicos em 2025, a autoridade monetária agora valida a infraestrutura que permitirá a liquidação de ativos digitais com segurança jurídica. A expectativa é que o sistema esteja disponível para o grande público ainda no primeiro semestre de 2026.
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Diferente do Pix, que foca na transferência instantânea de valores, o Drex utiliza a tecnologia de Distributed Ledger Technology (DLT) para focar em serviços financeiros inteligentes. Na prática, ele funciona como uma plataforma onde o dinheiro e o bem (como um título de propriedade) estão “tokenizados”, garantindo que o pagamento só ocorra quando a posse do bem for transferida simultaneamente.
Pontos Positivos: A Revolução da Eficiência
Os benefícios do Drex são centrados na desburocratização. Ao utilizar contratos inteligentes (smart contracts), o sistema elimina a necessidade de diversos intermediários em transações complexas.
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– Segurança em Vendas: Em uma venda de veículo, o dinheiro só sai da conta do comprador quando o documento digital é transferido, eliminando golpes.
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– Redução de Custos: Menos taxas cartoriais e bancárias, já que a confiança é garantida pelo código da plataforma.
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– Inclusão Financeira: Facilita o acesso a investimentos e crédito para perfis que hoje enfrentam barreiras nos bancos tradicionais.
Pontos Negativos: Desafios de Privacidade e Tecnologia
Apesar do otimismo, a implementação enfrenta barreiras críticas que o Banco Central tenta mitigar nesta fase final.
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– Privacidade dos Dados: O maior desafio técnico é garantir que as transações sejam sigilosas para terceiros, cumprindo a LGPD, sem perder a rastreabilidade necessária para combater a lavagem de dinheiro.
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– Complexidade de Uso: Para o cidadão comum, a transição entre o real físico e o digital pode gerar confusão inicial e demandar novos processos de alfabetização digital.
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– Dependência Tecnológica: Falhas na infraestrutura de rede ou ataques cibernéticos em larga escala podem paralisar operações críticas de forma mais sistêmica que os sistemas atuais.