O Governo Central registrou um déficit primário de R$ 20,172 bilhões no mês de novembro de 2025.
O Tesouro Nacional detalhou os números nesta segunda feira e revelou uma queda acentuada na arrecadação federal.
As contas públicas sofrem o impacto direto da redução de receitas não administradas e do aumento de despesas obrigatórias.
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A Secretaria do Tesouro Nacional aponta que o resultado de novembro de 2024 foi bem menor.
Naquele período as contas fecharam negativas em apenas R$ 4,5 bilhões em termos nominais.
O acumulado do ano agora soma um saldo negativo de R$ 83,8 bilhões entre janeiro e novembro.
Esse desempenho fiscal atual é o mais fraco registrado desde 2023 segundo os dados oficiais divulgados hoje.
Motivos da queda na arrecadação
A redução expressiva nos dividendos e participações de empresas estatais afetou drasticamente o balanço do mês passado.
A Petrobras apresentou uma queda nos repasses que contribuiu para o rombo bilionário apurado pelos técnicos federais.
Além disso as receitas provenientes de concessões e permissões também registraram um recuo significativo de R$ 4,7 bilhões.
O governo tenta equilibrar as contas enquanto as despesas totais avançam acima da inflação no período recente.
É possível observar que o resultado primário reflete a diferença entre o que a União arrecada e o que gasta efetivamente.
Portanto os gastos com benefícios previdenciários e assistenciais continuam pressionando o teto de gastos e a meta fiscal.
O mercado financeiro acompanha com cautela essa trajetória de crescimento das despesas públicas no encerramento deste ano.
Perspectivas para a meta fiscal de 2025
O secretário do Tesouro Nacional Rogério Ceron afirmou que o governo ainda pretende cumprir a meta fixada.
A equipe econômica aposta em receitas extraordinárias no mês de dezembro para reduzir o saldo negativo acumulado.
Entretanto o déficit registrado em novembro superou as projeções mais pessimistas dos analistas de mercado financeiro.
As autoridades fiscais destacam que o crescimento das receitas administradas pela Receita Federal segue em ritmo positivo no ano.
Contudo a volatilidade das receitas não administradas exige um monitoramento rigoroso por parte do Ministério da Fazenda.
O cumprimento do déficit zero depende agora exclusivamente de um superávit robusto nos últimos dias de dezembro.
A sociedade observa os desdobramentos dessa gestão fiscal que impacta diretamente a inflação e a taxa de juros.