Turismo: Gustavo Feliciano toma posse e assume ministério

Novo comando na Esplanada sinaliza aliança estratégica com o União Brasil; Feliciano defende que “turismo não pode ser privilégio apenas de rico”.

O novo ministro do Turismo Gustavo Feliciano tomou posse oficialmente nesta terça-feira em Brasília no Palácio do Planalto. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conduziu a cerimônia de transmissão do cargo ministerial.

Feliciano substitui Celso Sabino que deixou a função após enfrentar desgastes políticos com a cúpula do partido União Brasil. A mudança ocorre em um momento decisivo para a reorganização da base aliada do governo.

O novo titular da pasta conta com o respaldo direto do presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta. Esta articulação política visa garantir a aprovação de projetos prioritários para o governo federal no próximo ano.

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Natural da Paraíba o ministro possui experiência na gestão pública estadual onde já atuou como secretário de turismo e desenvolvimento. Ele é filho do deputado federal Damião Feliciano figura influente no cenário político nordestino.

Durante o discurso de posse o ministro afirmou que sua prioridade será a democratização do acesso ao lazer para a população brasileira. O setor turístico deve funcionar como motor de inclusão social e gerador de empregos diretos.

A equipe técnica do ministério planeja lançar novos programas de incentivo para o turismo doméstico no primeiro semestre de 2026. O foco principal serão as famílias de classe média e baixa que buscam destinos nacionais.

Novas diretrizes para o turismo social no Brasil

A gestão de Gustavo Feliciano pretende fortalecer as parcerias com estados e municípios para ampliar a infraestrutura turística básica. O investimento em conectividade aérea e transporte terrestre facilitará o deslocamento de passageiros pelo país.

O governo federal enxerga no turismo uma oportunidade única de reduzir as desigualdades regionais através da valorização da cultura local. A meta estabelecida é aumentar o fluxo de turistas nacionais em cerca de quinze por cento até 2027.

Segundo dados oficiais recentes, a felicidade e o lazer não podem ser considerados uma questão de classe social no país. A nova política nacional buscará baratear custos operacionais para agências de viagens e operadores de hotéis.

A Embratur também trabalhará em conjunto com a nova gestão para atrair mais visitantes estrangeiros interessados na biodiversidade brasileira. O fortalecimento da imagem do Brasil no exterior continua sendo um dos pilares estratégicos da pasta.

Articulação com o Congresso e o apoio do União Brasil

A escolha de um nome ligado ao União Brasil reflete a necessidade de estabilidade política dentro da Esplanada dos Ministérios. O partido reivindicou a manutenção do comando da pasta após a saída de Sabino.

Lideranças partidárias acreditam que a experiência administrativa de Feliciano será fundamental para otimizar os recursos do Fundo Geral do Turismo. O orçamento para o próximo exercício financeiro já contempla novos aportes para obras de infraestrutura regional.

Conforme a declaração de autoridades, a união entre o Executivo e o Legislativo é essencial para o desenvolvimento econômico sustentável. O apoio de Hugo Motta garante uma tramitação mais ágil de verbas parlamentares destinadas ao setor.

O novo ministro deve iniciar visitas oficiais aos principais polos turísticos do país já na primeira semana de janeiro de 2026. A agenda inclui reuniões com representantes do setor hoteleiro e de serviços para alinhar as expectativas da iniciativa privada.

Os próximos meses serão cruciais para testar a eficácia desta nova configuração política e administrativa do governo Lula. A expectativa do mercado é que o turismo mantenha o ritmo de crescimento observado nos últimos dois anos.

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