O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva termina o ano de 2025 com um cenário de profunda divisão nacional. Dados divulgados nesta terça-feira (16) pela pesquisa Genial/Quaest mostram que 49% dos brasileiros desaprovam a gestão petista. Em contrapartida, a aprovação oscilou positivamente para 48%, configurando um empate técnico no limite da margem de erro.
O resultado reflete a dificuldade do Palácio do Planalto em furar a bolha da polarização. Embora o governo tenha mostrado recuperação desde o pico de rejeição em maio, os números atuais indicam uma estabilização em patamar crítico. Consequentemente, a base de apoio permanece concentrada em redutos tradicionais, sem avanços significativos nas classes médias.
Resistência recorde entre evangélicos e região Sul
A análise detalhada dos segmentos sociais revela gargalos preocupantes para o lulismo. No eleitorado evangélico, a desaprovação saltou de 58% para 64% em dezembro. Além disso, a região Sul continua sendo o principal foco de oposição, com 60% de reprovação ao trabalho do presidente.
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Essa resistência dificulta a ampliação da coalizão de apoio necessária para as reformas de 2026. Entretanto, o governo conseguiu avançar entre eleitores católicos e na faixa etária de 35 a 59 anos. O desafio para o próximo ciclo será converter o leve otimismo econômico em suporte político direto.
Economia e Segurança Pública sob pressão
A percepção dos brasileiros sobre temas estruturais ainda é majoritariamente negativa. Cerca de 55% dos entrevistados avaliam mal o combate à corrupção e 47% criticam as ações de segurança pública. Esses indicadores funcionam como âncoras que impedem a aprovação de superar a barreira dos 50%.
Por outro lado, houve uma melhora na sensibilidade sobre a economia. O percentual de brasileiros que sentem uma piora no cenário caiu de 43% para 38%. Você pode conferir os detalhes técnicos da pesquisa Quaest e como o governo planeja reagir aos dados.
Projeções para a reeleição em 2026
Apesar do equilíbrio apertado, o suporte a um eventual novo mandato cresceu. O número de cidadãos favoráveis à reeleição de Lula subiu para 43%, enquanto a oposição a essa ideia caiu para 55%. O cenário permanece altamente sensível a choques econômicos nos próximos meses.
A gestão encerra 2025 precisando de resultados mais concretos para convencer os eleitores independentes. A tendência para o início de 2026 é de um equilíbrio instável entre os polos. O mercado e a classe política agora monitoram se novas medidas fiscais poderão alterar esse humor do eleitorado nacional.