O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quarta-feira (17) a saída de Celso Sabino do comando do Ministério do Turismo. A decisão ocorre em um momento de ajustes políticos no governo.
O Palácio do Planalto confirmou a exoneração após uma série de reuniões com lideranças do Congresso Nacional. Sabino retornará ao seu mandato na Câmara dos Deputados.
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A mudança visa ampliar o espaço de partidos aliados que buscam maior protagonismo na Esplanada dos Ministérios. O União Brasil mantém conversas para indicar o sucessor.
Fontes do governo indicam que a troca busca dar novo fôlego aos projetos de infraestrutura turística. O setor aguarda a nomeação do novo titular para a pasta.
Reforma ministerial e a base no Congresso
O movimento de Lula faz parte de uma reforma ministerial mais ampla planejada para o final de 2025. O objetivo é consolidar o apoio de legendas moderadas.
Celso Sabino permaneceu no cargo por pouco mais de dois anos. Durante sua gestão, ele focou na promoção de destinos regionais e na conectividade aérea nacional.
A saída do ministro era especulada desde o início do mês devido a pressões internas do seu partido. O governo agora busca um perfil técnico e político para a vaga.
Lula agradeceu o empenho de Sabino na consolidação de políticas públicas para o turismo brasileiro. O ex-ministro deve atuar como articulador da base em Brasília.
Impacto econômico e gestão do setor
A transição no Ministério do Turismo ocorre em meio aos preparativos para a alta temporada de verão. O mercado turístico observa as trocas com cautela.
A continuidade de programas como o Voa Brasil é uma das preocupações do setor produtivo. Conforme a declaração de técnicos da pasta, o planejamento para 2026 segue mantido sem interrupções.
O governo federal pretende anunciar o novo nome até a próxima sexta-feira. Segundo dados oficiais, o Ministério do Turismo recebeu reforço orçamentário para campanhas internacionais este ano.
A gestão de Sabino foi marcada pela tentativa de reduzir o preço das passagens aéreas. Contudo, os desafios logísticos e econômicos persistem como prioridade para o sucessor.
O novo titular precisará lidar com a pressão de governadores por investimentos em aeroportos regionais. A articulação com a Embratur também será posta à prova.
Analistas políticos acreditam que a troca pode destravar votações de interesse do governo no Senado. A reforma ministerial é o último grande ato político do ano.
O Palácio do Planalto deve publicar o decreto de exoneração no Diário Oficial da União amanhã. O clima em Brasília é de expectativa para as próximas nomeações.