Lula sanciona lei das bets e barra verba do orçamento secreto

Nova lei reduz as isenções tributárias para apostadores e empresas de apostas. Veto presidencial barra manobra do Congresso para reaproveitar emendas antigas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta segunda-feira a lei que estabelece novas regras de tributação para o setor de apostas esportivas.

A nova legislação reduz as isenções fiscais anteriormente concedidas e impõe uma taxa fixa sobre o faturamento das empresas que operam as plataformas digitais.

Os apostadores também enfrentarão mudanças significativas pois a faixa de isenção para prêmios foi reduzida no texto final aprovado pelo Palácio do Planalto.

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Lula aplicou um veto importante em uma proposta que facilitaria a reutilização de verbas remanescentes das antigas emendas de relator do orçamento secreto.

O governo argumenta que a manobra parlamentar comprometeria a transparência dos gastos públicos e dificultaria o controle do Tribunal de Contas da União.

O veto barra a tentativa do Congresso de dar uma nova roupagem técnica para recursos que já haviam sido invalidados por decisões do Supremo Tribunal Federal.

A decisão presidencial gerou reações imediatas entre líderes partidários que contavam com essa flexibilidade orçamentária para o encerramento do ano fiscal de 2025.

Novas regras de tributação para apostas online

Com a sanção as empresas de apostas precisam se adequar ao novo regime que exige o pagamento mensal de tributos sobre o lucro bruto gerado.

O Ministério da Fazenda estima que a arrecadação anual com o mercado de jogos eletrônicos possa atingir marcas bilionárias nos próximos ciclos econômicos federais.

A lei também estabelece critérios rígidos de publicidade para evitar o estímulo ao vício e proteger menores de idade do acesso às plataformas de azar.

Analistas econômicos afirmam que a regulação do setor é um passo necessário para garantir a segurança jurídica das operações financeiras realizadas no Brasil.

O governo federal pretende utilizar parte da receita arrecadada para financiar projetos nas áreas de esporte educação e segurança pública nacional em 2026.

O veto estratégico contra o orçamento secreto

O veto ao mecanismo de reciclagem de verbas foi recebido como um sinal de resistência técnica da equipe econômica contra a fragmentação do orçamento.

O trecho vetado permitia que ministérios remanejassem saldos de emendas de anos anteriores sem a necessidade de novos projetos de lei específicos.

Especialistas em contas públicas alertam que a transparência fiscal seria severamente prejudicada caso o presidente tivesse cedido à pressão dos parlamentares.

A equipe jurídica da presidência justificou que a proposta violava preceitos constitucionais de clareza e separação de poderes na gestão dos recursos do Estado.

O Congresso Nacional agora terá o poder de analisar o veto e decidir se mantém a restrição ou se derruba a decisão presidencial.

A articulação política no Senado Federal promete ser intensa visto que o tema envolve o financiamento direto de bases eleitorais para as próximas eleições.

A manutenção do veto é considerada essencial para que o governo consiga cumprir as metas fiscais estabelecidas para o encerramento do exercício de 2025.

O presidente reforçou que a prioridade é a responsabilidade fiscal e a moralização da aplicação de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares controversas.

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