PF diz que Bolsonaro deve operar “o mais breve possível”

Laudo do Instituto Nacional de Criminalística aponta necessidade de intervenção rápida para evitar agravamento; Moraes autoriza saída para hospital.

A Polícia Federal enviou nesta sexta-feira ao Supremo Tribunal Federal o laudo médico que detalha o estado de saúde de Jair Bolsonaro.

Os peritos do Instituto Nacional de Criminalística concluíram que o ex-presidente apresenta um quadro de hérnia inguinal bilateral que demanda correção.

O documento afirma categoricamente que o ex-mandatário precisa passar por uma intervenção cirúrgica o mais breve possível para resolver problemas gastrointestinais.

Leia Também: Ministério da Saúde confirma gripe K no país e alerta população

Essa recomendação médica surge após semanas de reclamações da defesa sobre crises intensas de soluço e dificuldades de sono na prisão.

De acordo com o relatório técnico o quadro clínico de Bolsonaro sofreu uma piora progressiva devido ao aumento da pressão intra-abdominal.

Os peritos explicam que a tosse crônica e os soluços constantes do ex-presidente estão diretamente ligados ao bloqueio do nervo frênico.

Portanto os médicos ressaltam que embora não seja uma emergência vital imediata a demora pode causar complicações severas ao paciente.

A defesa de Jair Bolsonaro utilizou esses dados para reiterar o pedido de transferência para o regime de prisão domiciliar.

Diagnóstico detalhado e a decisão de Moraes

O ministro Alexandre de Moraes analisou o laudo pericial e tomou uma decisão sobre o futuro imediato do ex-presidente.

O magistrado autorizou que Bolsonaro deixe a carceragem da Polícia Federal para realizar o procedimento cirúrgico no hospital particular DF Star.

Todavia o ministro negou prontamente o pedido de prisão domiciliar alegando que a segurança do preso está garantida na atual custódia.

Moraes destacou que o local onde o político está detido possui proximidade absoluta com hospitais de alta complexidade em Brasília.

Essa decisão mantém o rigor da custódia enquanto permite que o tratamento de saúde necessário seja realizado sob escolta policial.

Segundo os relatórios oficiais a intervenção cirúrgica deve exigir uma internação hospitalar de aproximadamente cinco a sete dias seguidos.

Consequentemente o governo federal deve preparar um esquema especial de segurança para garantir a integridade do ex-presidente durante o período hospitalar.

A equipe médica particular de Bolsonaro já está em contato com os peritos da PF para definir a data exata da operação.

Este movimento diplomático-médico ocorre em um momento de alta tensão política visto que o ex-mandatário cumpre pena de 27 anos.

Contexto da prisão e próximos passos

Jair Bolsonaro está preso na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal desde o dia 22 de novembro de 2025.

A condenação envolve crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado e liderança de organização criminosa após as eleições passadas.

Até o momento o ex-presidente cumpre a pena em regime fechado e tem recebido visitas restritas de familiares e advogados.

Nesse sentido a perícia médica oficial serviu para validar tecnicamente as queixas que vinham sendo apresentadas pela defesa técnica do político.

Conforme dados oficiais o Supremo Tribunal Federal aguarda agora a comunicação formal da data do procedimento para emitir os alvarás necessários.

A saúde de Bolsonaro tem sido um tema recorrente desde o atentado sofrido em 2018 que resultou em múltiplas cirurgias abdominais.

Os advogados afirmam que o isolamento da prisão agravou os sintomas psicossomáticos que contribuem para as crises de soluço involuntário.

Por outro lado a Polícia Federal assegura que todas as assistências médicas básicas estão sendo prestadas rigorosamente conforme a lei exige.

A expectativa é que a cirurgia ocorra ainda antes do recesso de fim de ano para evitar riscos de infecções oportunistas.

A repercussão internacional da saúde do ex-presidente também pressiona as autoridades brasileiras por uma solução transparente e rápida.

Finalmente o STF reafirma que a prioridade é a manutenção da ordem jurídica sem negligenciar os direitos fundamentais do detento custodiado.

0 0 votos
Classificação do artigo
Inscrever-se
Notificar de
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários