Gilmar cita condenação de Bolsonaro como ‘feito histórico’

Decano do Supremo aproveita última sessão do ano para exaltar decisões contra o ex-presidente e reforça papel da Corte no combate a tentativas de ruptura institucional.

O ministro Gilmar Mendes protagonizou o encerramento do ano judiciário com declarações fortes sobre o cenário político brasileiro. O decano exaltou o trabalho do tribunal.

Durante a última sessão de 2025, o magistrado relembrou os desafios enfrentados pela democracia. Ele destacou o papel das instituições no enfrentamento ao extremismo.

O ponto alto do discurso foi a menção direta ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Gilmar classificou o processo de condenação do político como um marco necessário.

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A fala do ministro ocorre em um momento de consolidação das penas contra envolvidos em atos antidemocráticos. O Supremo concluiu julgamentos decisivos nos últimos meses.

Gilmar Mendes afirmou que a Justiça agiu para garantir a lisura do sistema eleitoral. Ele acredita que o tribunal evitou um colapso institucional sem precedentes.

Para o decano, o Judiciário sai de 2025 fortalecido perante a opinião pública. O ministro negou que as decisões tenham viés político ou revanchista.

Defesa do sistema eletrônico e das urnas

O ministro também reforçou a confiança na tecnologia utilizada nas eleições brasileiras. Ele classificou os ataques às urnas como tentativas frustradas de desinformação em massa.

Gilmar lembrou que o TSE agiu com rigor técnico para punir abusos de poder econômico. O “feito histórico” mencionado refere-se à proteção do voto popular.

A declaração gerou repercussão imediata nos bastidores do Congresso Nacional. Aliados de Bolsonaro criticam a postura do ministro, alegando parcialidade no julgamento público.

O balanço da Corte em 2025

O Supremo encerra o período com uma produtividade recorde de acórdãos e decisões. A gestão de Edson Fachin priorizou a limpeza da pauta de julgamentos.

Gilmar Mendes ressaltou que a Corte não se omitirá diante de novas ameaças. O recado foi interpretado como um aviso para o ciclo eleitoral de 2026.

Especialistas apontam que o discurso institucional reflete a união interna dos ministros. O decano agiu como porta-voz de um sentimento coletivo de preservação.

O balanço do ano reafirma que a inelegibilidade de Bolsonaro é tratada como matéria superada e imutável. O ministro encerrou sua fala desejando serenidade ao país durante o recesso.

A retomada dos trabalhos em fevereiro de 2026 deve focar em pautas econômicas e ambientais. Todavia, a vigilância sobre a democracia permanece como prioridade absoluta do STF.

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