Isabel Veloso na UTI: choque por excesso de magnésio

Influenciadora enfrenta parada respiratória súbita após alteração metabólica severa; marido detalha momento de angústia e atualiza estado clínico nesta sexta-feira

A influenciadora digital Isabel Veloso, de 19 anos, voltou a ser internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nesta quinta-feira (27), gerando comoção imediata nas redes sociais. O motivo da internação urgente foi uma condição metabólica grave e inesperada: o excesso de magnésio no sangue, clinicamente conhecido como hipermagnesemia. O quadro evoluiu rapidamente para uma parada respiratória, exigindo intervenção médica imediata e intubação orotraqueal para garantir a sobrevivência da jovem, que luta contra um Linfoma de Hodgkin.

O incidente ocorreu menos de três semanas após Isabel receber alta hospitalar, celebrada por ela e sua família no dia 10 de novembro. Na ocasião, a jovem havia concluído uma etapa crucial de seu tratamento oncológico, um transplante de medula óssea realizado em outubro, com material doado por seu pai. Entretanto, a estabilidade foi interrompida na madrugada de quinta-feira, quando a influenciadora começou a apresentar um mal-estar intenso, conforme relatado por seu marido, Lucas Borbas.

O drama de Isabel Veloso e o excesso de magnésio

Lucas utilizou seu perfil no Instagram para comunicar aos seguidores a gravidade da situação. Visivelmente abalado e chorando, ele explicou que Isabel foi levada às pressas para o hospital, onde exames de sangue detectaram níveis alarmantes de magnésio. “Essa madrugada, a Isabel passou muito mal. Fizeram alguns exames e a Isabel estava com excesso de magnésio no sangue”, detalhou ele. A condição, silenciosa mas letal, provocou uma deterioração súbita nos sinais vitais da jovem.

Pouco após a confirmação do diagnóstico laboratorial, o quadro clínico de Isabel agravou-se drasticamente. Segundo o relato do marido, ela parou de respirar espontaneamente e sua saturação de oxigênio despencou, obrigando a equipe médica a realizar a intubação de emergência e transferi-la imediatamente para a UTI. O episódio destaca a fragilidade de pacientes oncológicos em recuperação, cujos organismos podem reagir de forma imprevisível a desequilíbrios eletrolíticos.

A hipermagnesemia, condição que acometeu Isabel, é um distúrbio eletrolítico raro em pessoas com função renal normal, mas extremamente perigoso quando ocorre. O magnésio é um mineral essencial para diversas funções biológicas, incluindo a contração muscular e o funcionamento nervoso. No entanto, em concentrações elevadas, ele atua como um depressor do sistema nervoso central e neuromuscular. Isso explica a parada respiratória sofrida pela influenciadora, uma vez que o excesso do mineral pode paralisar os músculos responsáveis pela respiração.

Riscos da alta concentração de magnésio na corrente sanguínea

Além da paralisia respiratória, níveis críticos de magnésio podem levar a hipotensão severa, arritmias cardíacas e, em casos extremos, à parada cardíaca. A rapidez com que a equipe médica identificou o problema e iniciou o suporte ventilatório foi determinante para evitar um desfecho fatal naquele momento. O tratamento para essa condição geralmente envolve a administração de cálcio intravenoso para antagonizar os efeitos do magnésio no coração e nos músculos, além de diuréticos ou diálise para limpar o sangue.

O equilíbrio eletrolítico é tênue e vital, especialmente em pacientes que passaram por procedimentos agressivos como o transplante de medula. O monitoramento constante é a única barreira entre a estabilidade e crises súbitas como a vivenciada por Isabel. A equipe do hospital onde ela está internada, referência em tratamento oncológico, segue monitorando rigorosamente seus sinais vitais e os níveis de magnésio, buscando normalizar sua bioquímica sanguínea.

A ocorrência de desequilíbrios minerais, como o excesso de magnésio, pode ser uma complicação decorrente de medicações, disfunção renal transitória ou suplementação necessária durante o tratamento. O caso de Isabel Veloso ilustra a imprevisibilidade do câncer e de seus tratamentos. Mesmo após a alta e o sucesso aparente de um transplante, o caminho da recuperação é longo e cheio de obstáculos invisíveis, como a química do próprio sangue.

Isabel Veloso e a toxicidade por magnésio: histórico recente

A trajetória de Isabel Veloso é marcada por reviravoltas médicas e uma resiliência pública. Diagnosticada com Linfoma de Hodgkin em 2021, aos 15 anos, ela passou por diversos protocolos de quimioterapia. Em 2024, sua história ganhou repercussão nacional quando ela anunciou estar em cuidados paliativos, com uma expectativa de vida curta. Contudo, meses depois, ela engravidou e deu à luz seu filho, Arthur, contrariando prognósticos e mostrando uma força vital que inspirou muitos.

Recentemente, a equipe médica reavaliou seu caso e optou por tratamentos mais agressivos visando a cura ou o controle prolongado da doença, o que culminou no transplante de medula óssea realizado em outubro de 2025. O procedimento é agressivo e deixa o sistema imunológico e metabólico do paciente extremamente vulnerável durante a fase de “pega” da medula e recuperação posterior.

A notícia da internação gerou uma onda de solidariedade na internet. As redes sociais de Isabel e Lucas foram inundadas com mensagens de apoio, orações e votos de recuperação. A hashtag com o nome da influenciadora figurou entre os assuntos mais comentados, demonstrando o carinho que o público nutre pela jovem mãe. A narrativa de Isabel, que mistura a dor de uma doença grave com a alegria da maternidade recente, conecta-se profundamente com a audiência, que vê nela um símbolo de luta.

Atualizações sobre a saturação de magnésio em Isabel Veloso

Nesta sexta-feira (28), novas atualizações trouxeram um fio de esperança para os milhões de seguidores que acompanham a trajetória de Isabel. Lucas Borbas informou que o quadro da esposa é considerado estável, apesar da gravidade inicial. A equipe médica planeja tentar a extubação ainda hoje, um procedimento delicado que visa verificar se a paciente consegue retomar a respiração espontânea sem o auxílio de aparelhos. “A princípio ela está estável. Pelo que entendi, eles iam tentar tirar o tubo para ver se ela consegue respirar sozinha”, escreveu Lucas.

A expectativa para as próximas horas é de apreensão. A tentativa de retirada da ventilação mecânica é um teste de fogo para a recuperação pulmonar e neurológica de Isabel após o episódio de toxicidade. Se bem-sucedida, a extubação representará um passo importante para sua saída da UTI. Caso contrário, ela poderá necessitar de mais tempo de suporte até que seu organismo elimine completamente o excesso de magnésio e recupere a força muscular necessária para respirar sozinha.

É importante ressaltar que, apesar do susto, a estabilidade mencionada no último boletim informal do marido indica que as medidas de emergência surtiram efeito. O corpo médico conseguiu conter a crise aguda, e o foco agora é a recuperação plena das funções vitais. A juventude de Isabel é um fator positivo, mas o histórico de tratamentos oncológicos agressivos exige cautela redobrada em qualquer prognóstico.

Lucas Borbas, que tem sido o porta-voz oficial da saúde da esposa, reforçou o pedido por privacidade e orações neste momento delicado. Ele prometeu manter os seguidores informados assim que houver novidades concretas sobre a extubação. A transparência com que o casal lida com a doença, expondo tanto as vitórias quanto os momentos de terror, criou um vínculo de confiança com o público, que aguarda ansiosamente por boas notícias.

Em suma, o Brasil segue acompanhando o desenrolar dessa história. A força de Isabel, já provada tantas vezes, é novamente colocada à prova. A esperança é que, assim como superou prognósticos terminais e gestou uma vida em meio à doença, ela consiga vencer mais essa batalha na UTI e voltar para os braços de seu filho Arthur e de seu marido. Continuaremos monitorando o caso e traremos atualizações assim que novos boletins médicos ou declarações da família forem divulgados.

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