Cientistas revelam origem de marcas em lua de Júpiter

Pesquisadores identificam que sais do oceano oculto de Europa reagem com radiação, criando cicatrizes que podem indicar condições habitáveis no satélite.

Cientistas finalmente desvendaram o enigma das marcas avermelhadas que cortam a superfície de Europa. A lua gelada de Júpiter intriga a astronomia há anos.

Novos estudos laboratoriais confirmam que as linhas são compostas por sais oceânicos. Esses materiais emergem do interior do satélite através de fendas no gelo.

A radiação intensa de Júpiter bombardeia esses sais constantemente. Consequentemente, a reação química altera a cor do material para tons de vermelho e marrom.

A descoberta reforça a teoria de que Europa possui um oceano líquido sob sua crosta. Esse ambiente é considerado um dos lugares mais promissores para a vida.

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Os pesquisadores utilizaram dados coletados pela sonda Juno durante voos rasantes recentes. O mapeamento detalhado permitiu correlacionar as áreas de fratura com a composição química.

Este avanço científico ocorre em um momento crucial para a exploração espacial. A missão Europa Clipper da NASA está a caminho para investigar essas cicatrizes de perto.

O oceano oculto e a química da vida

A presença desses sais na superfície indica que o oceano interno interage com a crosta. Essa troca de materiais é fundamental para a manutenção de ecossistemas.

Anteriormente, os astrônomos especulavam sobre a origem externa dessas marcas. Entretanto, a nova análise comprova que o fenômeno nasce no coração da lua gelada.

Os cientistas resfriaram amostras de salmoura a temperaturas negativas extremas em laboratório. Eles então aplicaram pulsos de elétrons para simular o ambiente hostil de Júpiter.

Próximos passos na exploração de Europa

A confirmação da origem das marcas permite ajustar os instrumentos de futuras sondas. O objetivo agora é identificar compostos orgânicos complexos misturados aos sais.

Segundo dados oficiais da NASA, Europa possui uma das superfícies mais jovens e dinâmicas do Sistema Solar. Isso indica atividade geológica constante.

A comunidade científica celebra o resultado como um marco na astrobiologia. A identificação dos sais ajuda a calcular a salinidade e o pH do oceano subsuperficial.

Conforme a divulgação científica recente, as marcas funcionam como uma janela para o interior do mundo gelado. Sem elas, seria impossível saber o que existe sob quilômetros de gelo.

A descoberta reduz as incertezas sobre onde pousar futuras missões de exploração. As áreas com maior concentração de sais frescos são os alvos prioritários dos cientistas.

O estudo deve guiar as observações astronômicas pelos próximos anos. Europa permanece como o principal candidato na busca por organismos fora da Terra no nosso sistema.

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