Corpo da Matéria (Retenção Máxima) A Meta iniciou o ano de 2026 com uma mudança polêmica em suas principais redes sociais, Instagram e Facebook Messenger. Sem um anúncio prévio detalhado, a empresa removeu todas as opções de temas de chat que faziam referência direta às bandeiras trans e não binária. Consequentemente, conversas que utilizavam essas estéticas foram automaticamente revertidas para o tema padrão do sistema.
A decisão impacta diretamente a forma como milhões de usuários personalizam suas interações privadas. Segundo relatos colhidos em fóruns de tecnologia, a opção desapareceu tanto nos aplicativos para iOS quanto para Android após a última atualização de segurança. Embora a Meta costume rotacionar temas sazonais, a exclusão específica dessas identidades, mantendo outros temas de “orgulho” genéricos, levantou questionamentos sobre a motivação da companhia.
Representantes de coletivos de direitos digitais argumentam que a personalização de interface é uma ferramenta de afirmação de identidade em espaços virtuais. Portanto, a retirada desses elementos é vista como um movimento de invisibilização deliberada. Por outro lado, fontes internas sugerem que a Meta busca evitar conflitos em jurisdições com leis restritivas à exibição de símbolos LGBTQIA+, optando por uma “padronização global neutra”.
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A exclusão dos temas ocorre em um momento de crescente pressão regulatória sobre as gigantes de tecnologia. De acordo com o portal G1, as empresas têm buscado simplificar suas interfaces para reduzir custos de manutenção de design em múltiplas plataformas. No entanto, a escolha de quais temas remover parece ter sido ditada por critérios que vão além da simples otimização técnica.
Reação da comunidade e justificativa técnica
A ausência de explicações claras por parte de Mark Zuckerberg amplificou as críticas nas redes vizinhas. Ativistas apontam que temas de filmes e esportes continuam disponíveis, o que refuta a tese de “limpeza de cache” generalizada. Conforme as diretrizes de comunidade da Meta, a empresa preza pela inclusão, mas as ações recentes parecem contradizer o discurso oficial de diversidade.
Técnicos da área de UX (Experiência do Usuário) sugerem que a remoção pode estar ligada a uma nova arquitetura de renderização de cores que prioriza o modo noturno adaptativo. Entretanto, certamente, a falta de um comunicado oficial gera um vácuo de informação que alimenta teorias de censura algorítmica. Logo, a transparência na comunicação institucional será fundamental para conter a crise de imagem que se desenha.
Impacto no engajamento e futuro das plataformas
Estatísticas preliminares mostram uma queda no tempo de permanência em chats de grupos focados em pautas identitárias após a mudança. Muitos usuários estão migrando para alternativas como o Telegram e o Signal, que oferecem maior liberdade de customização visual. De fato, a análise do TechCrunch indica que a Meta pode enfrentar dificuldades para reter o público jovem, que valoriza a expressão da individualidade acima da padronização corporativa.
O cenário para 2026 indica uma polarização ainda maior no desenvolvimento de interfaces sociais. Se a Meta mantiver a postura de neutralidade forçada, poderá perder o posto de “espaço seguro” para comunidades vulneráveis. Em suma, a remoção dos temas trans e não binários não é apenas uma alteração estética, mas um sinal político de como a empresa pretende gerir a diversidade em seus ecossistemas globais daqui para frente.
